quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

RECORDANDO UM GRANDE DO FADO


Arménio de Melo nasceu em Santa Maria de Lamas, Feira, em 1953.
Aos 13 anos de idade iniciou a aprendizagem da Guitarra Portuguesa com o guitarrista Manuel dos Santos, profissionalizando-se por altura de 1968.
Em 1978 já integrava o consagrado conjunto do Prof. Martinho d'Assunção.
Estudou no Instituto Gregoriano de Lisboa e possui o curso complementar de música pela Academia de Amadores de Música e a Licenciatura em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa. Foi professor na Academia de Amadores de Música, Escola Profissional e Conservatório Regional de Almada, Conservatório Regional de Loures, Conservatório Regional de Palmela. Actualmente lecciona Guitarra Portuguesa, no Musicentro (Salesianos, Oficinas de S. José, Lisboa) onde dirige cursos de Guitarra Portuguesa, de Viola de Fado e de Canto de Fado. Em 1975 dá-se a sua primeira apresentação no estrangeiro, onde para além de acompanhador de fado, apresenta verdadeiros recitais de Guitarra Portuguesa, bastante apreciados pelo público.
Já actuou em todos os países da Europa Ocidental, na ex União Soviética, Canadá, E.U.A, Brasil, Venezuela, México, Angola, África do Sul, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal, Moçambique, Japão, Hong-Kong, Macau e Índia.
De todas estas tournées, muitas delas já repetidas, salientam-se as seguintes apresentações:
Suécia: Lulea - para as Nações Unidas; Estocolmo - com a presença do então primeiro ministro Olof Palme; Malmo - para o Congresso Social Democrata.
França: vários festivais com «Visages de Ia Guitarre» (1985-86); Festival de Albi (1989); «Rendez- vous de Ia Guitarre» (1994), Expo Lingue Paris (1999 e 2004). Espanha: Festival Internacional de Folclore do Mediterrâneo (1989); aniversário da TV Galiza (1990); Festival de Jazz de Sevilha (1994), Festival de Segóvia (1994), Casa da Cultura de Madrid (1995), Rádio Nacional de Espanha (1996). Suiça: Festival de Genève.
Brasil: Canecão, Rio de Janeiro (1992-93); Memorial da América Latina, S. Paulo,
Venezuela: Centro Português de Caracas com a Orquestra Sinfónica Venezuela; um CD com a mesma; Teatro Teresa Carreño " As Cordas que nos Unem" (1996), Festival de Música El Hatillo (1997).
Alemanha: grande quantidade dos quais se destacam a Alte Opera Franquefurt (1992), Universidades de Estugarda (1989), Mainz e Mainheimm (1999) e ZDF (Televisão) vários.
Japão: “Feira Internacional de Tokio” (2003).
México: 4ª Semana Académica da Universidade de Guanajuato (2003).
Portugal: inúmeros recitais, Lisboa Capital da Cultura, Teatro S. Luís, (1996), Expo 98 Palco Promenade e Teatro Camões, Encontros Lusófonos Praça da Ribeira (produtor e executante), Cimeira Ibero-Americana Porto (produtor e executante) (1998) e Amália, Musical de Filipe La Féria desde 2000. Um sem fim de registos discográficos na área do fado bem como outros géneros musicais e até ao momento, 11 CDs a solo.
Em 2008 compõe a música vencedora para a Grande Marcha de Lisboa 2008, com poema de José Luís Gordo.

Fonte: Portal do Fado 

GRANDES PARES DO CINEMA



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

RECORDANDO UM GRANDE DO FADO



Alberto Ribeiro nasceu em Ermesinde a 29 de Fevereiro de 1920 e faleceu em Lisboa a 26 de Junho de 2000. Foi um cantor e actor, muito popular, sobretudo nas décadas de 1940 e inícios da de 1950.
Oriundo de uma família de artistas, tinha um irmão e uma irmã que também cantavam, mas que não foram muito conhecidos. Ficou famoso pela sua voz extensa, a sua facilidade em utilizar os agudos e pelo seu timbre quente.
Obteve grande de popularidade, surgindo, como um dos intérpretes principais da película “Capas Negras”, onde contracenou com Amália Rodrigues, continuando no período que se lhe seguiu como vedeta de cinema em várias películas nacionais como: “Ladrão de Luva Branca”(1946); “Um Homem do Ribatejo” (1946); “Capas Negras” (1947); “Cantiga da Rua” (1950) ; “Rosa de Alfama” (1953); “O Homem do Dia”(1958).
Em 1946 foi inaugurada no Parque Mayer a peça “Sala Júlia Mendes”, onde Alberto Ribeiro foi um dos principais intérpretes, juntamente com Amália Rodrigues.
Participou em várias operetas, quer pela sua figura, quer pelo seu cantar era o intérprete ideal, para esse espectáculo muito popular na época.
Na década de 1960, voltou ao palco no âmbito da comemoração dos 25 anos da opereta "Nazaré" onde interpretava, entre outras canções "Maria da Nazaré" de sua autoria em parceria com o poeta António Vilar da Costa e que foi um estrondoso êxito na década de 1940. Refira-se ainda que foi ele o criador de "Cartas de amor" mais tarde popularizada por Tony de Matos. No filme já citado, interpretou "Coimbra", canção que a fadista tornaria internacionalmente conhecida. Foi intérprete de “Marianita", "Senhora da Nazaré", "Soldados de Portugal", "O Porto é assim" ou "Eu já não sei", este último retomado por outros nomes como Florência.
Passado pouco tempo, retira-se novamente de cena, sem que ninguém o compreenda, remetendo-se a um silêncio que ninguém conseguiu até hoje quebrar. Apesar disso, os seus admiradores não o esqueceram, tendo surgido várias reedições dos seus discos.
Fonte: Wikipédia